A Angústia da Espera
- Jonathan Terres de Oliveira

- 9 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de jun. de 2025
Esperar é um dos maiores testes emocionais que a vida pode nos oferecer. Quando aguardamos algo — uma resposta, uma mudança, uma cura ou simplesmente um alívio — somos tomados por uma sensação difícil de traduzir: a angústia. Ela aperta o peito, desacelera o tempo e nos coloca frente a frente com a nossa vulnerabilidade.
A espera costuma ser silenciosa, mas dentro de nós grita alto. O pensamento se repete, o coração se inquieta, e o medo começa a ocupar espaços que antes estavam cheios de esperança. Nesses momentos, é comum sentir-se só, como se ninguém pudesse compreender a dor que é estar entre o agora e o que ainda não chegou.
Mas é justamente nesse espaço entre o “não mais” e o “ainda não” que podemos encontrar um campo fértil de transformação. A espera nos ensina a ter paciência, a desenvolver fé, e a olhar para dentro com mais carinho. Ainda que o tempo pareça cruel, ele pode estar trabalhando por nós, nos moldando, nos preparando, nos fortalecendo.
A angústia da espera dói mais quando estamos em silêncio absoluto. Por isso, acolher-se e permitir ser acolhido é um ato de amor. Compartilhar o que sentimos, aceitar ajuda e reconhecer nossos limites são passos importantes para atravessar esse tempo sem perder de vista quem somos.
Na Fundação Terres de Oliveira, acreditamos que ninguém deve enfrentar a dor sozinho. Nossos voluntários estão aqui para ouvir, acolher e caminhar com você — mesmo que seja só para dizer: “Eu entendo. Você não está só.”
Se hoje você está esperando algo e isso tem pesado no seu coração, lembre-se: o tempo passa, as respostas chegam, e a dor se transforma. Enquanto isso, permita-se descansar nos pequenos gestos de cuidado — porque mesmo na espera, é possível florescer.



